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Bipolaridade: sintomas, gatilhos, causas e tratamentos

A bipolaridade (anteriormente chamada de transtorno maníaco-depressivo ou depressão maníaca) é caracterizada por extremos altos e baixos emocionais. Aprenda a identificar os sintomas do transtorno e saiba como é realizado o diagnóstico.

O que é bipolaridade

A bipolaridade é um transtorno mental caracterizado por intensas e, aparentemente, inexplicáveis mudanças de humor. Sensações de euforia e depressão se intercalam, provocando acentuadas variações de comportamento, pensamento, energia, sono, julgamento e raciocínio.

O termo bipolar, empregado para dar nome ao distúrbio, se refere exatamente a esse aspecto de oscilação entre os dois “polos” (extremos) do humor.

Episódios de depressão — marcados por uma incomum melancolia, lentidão e apatia — podem se arrastar por dias, semanas ou meses.

Já os episódios maníacos (eufóricos) são intensos. Tudo é muito impetuoso, urgente e agressivo. Nessa fase — que costuma ser mais breve que a depressiva — o consumo (de objetos ou substâncias) é compulsivo, irracional. Tal como atitudes, falas e pensamentos, que ocorrem num ritmo acelerado.

Entre esses dois períodos, é possível que a pessoa se sinta normal. Ou seja, em equilíbrio e capaz de conduzir a vida de modo saudável.

Diferença entre bipolaridade e mudanças de humor normais

Você pode ter lido a descrição de bipolaridade e ter pensando: “ah, mas eu já passei por vários momentos assim!”.

Claro, é absolutamente normal (e saudável) ter uma história de vida povoada por alterações de humor — que podem acontecer de uma hora para outra.

Isso significa que estamos reagindo aos eventos.

Encontramos motivações que nos deixam eufóricos.

Ou tropeçamos em problemas que nos deixam tristes.

Então, quando isso deixa de ser uma mudança de humor normal para ser lido como sintoma de bipolaridade?

Imagine que suas emoções de resposta aos acontecimentos se prolongam, tomando conta de sua vida por dias (ou meses).

Em consequência, você se comportaria de modo desconectado da realidade, arriscando sua segurança, seu corpo e sua mente.

Essa é a grande diferença entre o humor normal e a bipolaridade.

No primeiro, as emoções estão conectadas às suas causas. Mesmo que exageradas, elas estão num contexto.

No segundo, essa coerência se perde.

Inclusive, é possível que tanto um episódio maníaco quanto um depressivo aconteçam sem um gatilho concreto.

Ou seja, o bipolar pode se apresentar profundamente desesperançoso ou extraordinariamente animado, sem que tais comportamentos se justifiquem por alguma eventualidade.

Se fôssemos resumir, portanto, o que diferencia bipolaridade de alterações de humor normais, nos ateríamos a dois pontos: intensidade e tempo de estadia das emoções.

Fatos sobre o transtorno bipolar

A bipolaridade é um transtorno mental que atinge cerca de 4,2 milhões de brasileiros — segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Durante a gravidez e pós-parto, os sintomas do distúrbio bipolar podem se agravar. A causa, provavelmente, está relacionada às alterações hormonais, estresse e privação de sono — comuns nesses períodos.

Os sintomas de bipolaridade costumam ter início no final da adolescência ou nos primeiros anos da fase adulta — em média, aos 25 anos de idade. Porém, essa faixa etária não é uma “regra”. O distúrbio também pode aparecer na infância. Ou se manifestar em adultos mais velhos.

As flutuações de humor, típicas da condição bipolar, são tão intensas que comprometem o desempenho individual — em diferentes aspectos da rotina. Sem tratamento, pode ser desafiador manter um emprego, administrar as finanças e ter relacionamentos duradouros, por exemplo.

Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (NIMH), mais de dois terços das pessoas com bipolaridade têm, pelo menos, um parente próximo com a doença.

É possível que pessoas com distúrbio bipolar vivenciem, ao mesmo tempo, sintomas de mania e depressão (episódios mistos).

Infelizmente, a bipolaridade não tem cura conhecida. E, se a ignorarmos, podemos comprometer os resultados de tratamentos — viáveis e eficientes (desde que levados a sério).

Sintomas de bipolaridade

Os sinais e sintomas do transtorno bipolar podem ser observados em comportamentos e estados emocionais incomuns, que se prolongam por dias ou semanas.

Durante esses períodos — denominados episódios de humor —, a pessoa pode parecer muito triste, lenta e desanimada. Ou, ao contrário, pode se mostrar subitamente agitada, impulsiva e com excepcional energia.

Tais episódios se intercalam, em intervalos de dias, semanas ou meses — dependendo do tipo de bipolaridade que afeta o indivíduo.

Conforme mencionamos anteriormente, existem também os episódios mistos, que implicam numa combinação de sintomas depressivos e maníacos, num mesmo recorte de tempo.

Para melhor entendimento, abaixo listamos os sinais característicos dos diferentes episódios de humor.

Sintomas de transtorno bipolar em episódios de depressão

Tristeza persistente (humor deprimido).

Fadiga (cansaço excessivo e redução de energia).

Alterações significativas no apetite.

Perda ou ganho de peso.

Sentimentos de desesperança, vazio, impotência e inutilidade.

Culpa e preocupações excessivas.

Lentidão (física e mental).

Insônia ou sono excessivo.

Baixa autoestima.

Memória e concentração prejudicadas.

Ausência de prazer e interesse nas atividades habituais.

Isolamento social.

Pessimismo generalizado.

Pensamentos suicidas.

Sintomas de transtorno bipolar em episódios maníacos

Diminuição da necessidade de sono.

Autoestima inflada.

Hiperatividade.

Agitação psicomotora.

Delírios de grandeza.

Aumento do desejo sexual.

Fala e pensamentos acelerados.

Irritabilidade extrema.

Sensação de tensão e nervosismo.

Atenção dispersa (distratibilidade).

Alucinações.

Comportamento agressivo.

Atitudes impulsivas e imprudentes.

Sensações de extrema felicidade, energia e autoconfiança.

Sintomas de transtorno bipolar em episódios mistos

Humor deprimido.

Irritabilidade.

Sentimento de culpa.

Ansiedade.

Insônia.

Fácil distração.

Diminuição das atividades gerais (incluindo atividades de lazer e entretenimento).

Fala e pensamentos acelerados.

Inquietação.

Ideação suicida.

Causas do transtorno bipolar

Embora exista substancial pesquisa sobre a bipolaridade, os especialistas não apontam uma causa exata para o transtorno. A principal hipótese é que uma combinação de fatores físicos, ambientais e sociais torna uma pessoa mais vulnerável ao desenvolvimento da doença.

A lista de possíveis causas inclui:

Fatores genéticos: a bipolaridade é mais comum em pessoas que têm um parente próximo com a doença. Isso não significa que exista um gene bipolar. Os pesquisadores acreditam que a hereditariedade, na verdade, se deve a uma série de características genéticas que ainda precisam ser melhor compreendidas.

Fatores biológicos: tais como desequilíbrio de neurotransmissores ou hormônios; problemas mitocondriais (que levam a alterações na produção e uso de energia); perda ou dano de células no hipocampo (parte do cérebro com importante papel na regulação de emoções e memória).

Fatores ambientais e sociais: eventos estressantes, traumáticos ou perdas significativas podem desencadear os primeiros sintomas da bipolaridade em pessoas suscetíveis ao transtorno — principalmente quando há presença do fator hereditário.

Gatilhos de bipolaridade

Quando nos referimos aos gatilhos de bipolaridade, estamos nos centrando em circunstâncias que podem desencadear os episódios maníacos ou depressivos em pessoas vulneráveis ao transtorno.

Os gatilhos mudam, de pessoa para pessoa. Mas é importante ter noção de quais são os mais comuns, a fim de saber percebê-los e contorná-los, sempre que possível.

Exemplos de gatilhos conhecidos incluem:

estresse;

problemas financeiros;

conflitos em relacionamentos íntimos;

divórcio;

discussões com colegas de trabalho;

alteração na rotina de exercícios físicos;

mudanças sazonais (climáticas);

uso de álcool ou drogas;

cafeína em excesso;

alterações hormonais provocadas pelo ciclo reprodutivo;

mudança no padrão de alimentação;

irregularidade de horas de sono (dormir pouco ou além do habitual);

medicamentos (efeitos colaterais de corticoides, antidepressivos, inibidores de apetite e remédios para tireoide estão associados a sintomas maníacos);

perda de um ente querido;

eventos positivos (promoção no emprego, férias, nova moradia, nascimento de um bebê…);

mudança no padrão de atividades sociais.

Diagnóstico do transtorno bipolar

O diagnóstico de bipolaridade envolve diferentes etapas de exames e avaliações:

1. Exames físicos

Seu médico deve pedir testes de laboratório e realizar exames físicos, com objetivo de investigar outras possíveis causas orgânicas dos sintomas depressivos ou maníacos.

É possível que problemas médicos (como tireoide hipoativa ou hiperativa) sejam responsáveis pelos episódios de humor.

Logo, é importante descartar essas possibilidades antes de dar sequência às demais avaliações.

2. Avaliação de saúde mental

O transtorno de humor bipolar pode ser difícil de ser diagnosticado. Sendo assim, é necessário procurar por um psiquiatra ou psicólogo experiente.

Questões referentes aos sintomas de altos e baixos, padrões de sono e comportamento são essenciais para a condução do diagnóstico.

Perguntas sobre história de vida, bem como histórico familiar, costumam ser outros aspectos abordados por psicólogos e psiquiatra.

Também é possível que o profissional solicite o preenchimento de uma autoavaliação psicológica.

Dependendo da situação, com consentimento do paciente, familiares e amigos próximos podem ser consultados, a fim de complementar informações sobre os sintomas.

3. Critérios do DSM-5

O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), é referência para médicos e psicoterapeutas avaliarem distúrbios de saúde mental.

No total, o DSM-5 classifica 7 possíveis diagnósticos relacionados ao transtorno de humor bipolar:

Transtorno bipolar tipo I

Transtorno bipolar tipo II

Transtorno ciclotímico

Transtorno bipolar induzido por substância/medicamento

Transtorno bipolar e transtorno relacionado devido a outra condição médica

Outro transtorno bipolar e transtorno relacionado especificado

Transtorno bipolar e transtorno relacionado não especificado

No entanto, apenas os 3 primeiros da lista atendem aos critérios para classificação do quadro como distúrbio bipolar.

Nos demais casos, verifica-se a causa como decorrência do efeito colateral de uma intoxicação, outro problema de saúde (evidenciada em exames laboratoriais) ou os sintomas “não preenchem completamente os critérios para qualquer tipo de transtorno dessa classe”.

Quanto aos tipos I, II e ciclotimia, os critérios indicados no DSM-5 são:

Transtorno bipolar tipo I: distúrbio de humor em que se verifica a ocorrência de pelo menos um episódio maníaco, que pode ter sido precedido ou sucedido de episódios hipomaníacos ou depressivos.

Transtorno bipolar tipo II: distúrbio de humor recorrente, constituído por um ou mais episódios depressivos maiores e pelo menos um episódio hipomaníaco.

Transtorno ciclotímico: distúrbio de humor flutuante, envolvendo períodos com sintomas hipomaníacos que não preenchem os critérios para um episódio hipomaníaco; e períodos com sintomas depressivos que não satisfazem os critérios para um episódio depressivo maior.

Tratamento para bipolaridade

O tratamento para transtorno bipolar costuma combinar medicamentos de uso contínuo (estabilizadores do humor, anticonvulsivantes e antipsicóticos atípicos), terapia e psicoeducação (para melhor entendimento da condição e necessárias adaptações no estilo de vida).

Medicamentos para transtorno bipolar

A medicação prescrita pelo psiquiatra contempla as necessidades específicas do paciente, de acordo com o tipo de bipolaridade e sintomas relatados.

É possível que, antes de chegar ao tratamento mais oportuno, a pessoa com bipolaridade experimente combinações de diferentes psicofármacos.

Para encontrar o tratamento que funciona melhor, portanto, é fundamental que o paciente mantenha contato com seu médico, informando efeitos colaterais e outros sintomas que possa perceber.

Tipos de terapia para bipolaridade

Diferentes tipos de terapia se mostram úteis aos pacientes diagnosticados com transtorno afetivo bipolar.

Exemplos de abordagens psicoterapêuticas eficazes incluem:

terapia cognitivo-comportamental;

terapia focada na família;

terapia interpessoal e do ritmo social

terapia comportamental dialética;

psicoeducação em grupo.

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